Abr 8 2005

AULA: Quanto cobrar por um web site!?

Uma das perguntas mais freqüêntes feitas a mim pelos meus alunos é a seguinte: Professor, quanto cobrar por um web site?. Penso que se deva cobrar levando em consideração 4 fatores:

  1. Tempo de trabalho: Você deve fazer um planejamento para calcular quanto tempo (em horas trabalhadas) vai gastar no desenvolvimento do site. E isto serve para qualquer outro serviço, como o desenvolvimento de um software ou a digitação de um documento; “É muito mais caro uma blusa de lã feita a mão do que uma industrializada”.
  2. Sua experiência: Deve-se levar em consideração a sua experiência profissional. Não é racional cobrar muito tendo acabado de concluir um curso básico de web, assim como não é viável cobrar pouco tendo já um bom portfólio e uma boa experiência. “Aquela mesma blusa feita por uma artesã experiente, ficará bem melhor que a feita por uma artesã novata.”
  3. As tecnologias empregadas: Quando se tem um cliente em potencial é necessário analisar o “problema”, a necessidade deste para se poder pensar na solução. E dependendo do caso você terá de usar diferentes tecnologias. Tecnologias estas que têm seus graus de dificuldade, altos ou baixos. Quanto maior o grau de dificuldade da tecnologia aplicada na solução, e quanto maior foi seu custo (tempo gasto ou dinheiro investido) para aprender esta tecnologia, mais valioso fica seu trabalho. “A artesã que investe em material de última geração para criar seus trabalhos agrega valor ao seu produto final”
  4. Valor mínimo: É necessário estipular um valor mínimo para seu trabalho, um valor pelo qual valha um compromisso de fazer um site. Não vale a pena ficar barateando e se submetendo a pechinchas de clientes pão-duros. Pois assim chega um momento em que você trabalha demais de ganha de menos. Exemplo:
    • Existem quatro clientes em potencial que você está disputando com algum concorrente seu.
    • Você vai barateando seu preço, de acordo com as informações sobre os preços do concorrente. Informações estas que os clientes que pechincham passam à você.
    • Você vai barateando e consegue um dos 4, continua barateando e consegue o 2º, continua cedendo e conquista mais um. Mas, por algum motivo desconhecido por você, o outro cliente fechou com o concorrente, mesmo você tendo cedido à todas as exigências de preço do mesmo.
    • Começando o trabalho. Você terá que dar prazos aos seus clientes; terá que cumprir estes prazos; trabalhará 3 vezes mais que seu concorrente; e provavelmente vai receber a mesma grana, ou pouco coisa mais.
    • No fim; você terá trabalhado sob pressão e terá o resultado de cada trabalho com uma qualidade mais baixa que teria se não tivesse esta pressão, terá uma recompensa baixa por causa dos transtornos e não terá clientes 100% satisfeitos, que por este motivo provavelmente não farão aquela propaganda boca-a-boca tão desejada pelos profissionais free-lancers (que trabalham por conta).

Um plano de cobrança.

  • Estipule a si próprio um valor que se deseja ganhar por hora de trabalho (X).
  • Depois analise a necessidade do cliente e varie um pouco o valor da hora dependendo da tecnologia empregada ou do tempo estimado para o projeto (se for muito longo, reduza um pouco o valor da hora e vice-versa).
  • Calcule o tempo de projeto e some a este tempo mais uns 15 ou 20 por cento (por causa dos imprevistos).
  • Multiplique o valor desejado pela quantidade de horas de trabalho e obtenha o valor do projeto.

E para poder causar conforto no cliente com relação ao valor investido por ele no projeto, é interessante que você saiba mais algumas coisas que são ditas no artigo do Cezar Calligaris no site Web Insider.