Vida de lembranças.
Certa vez fui a um sítio em Mairiporã passar um final de semana agradável. Junto a mim foram a Poliana, a Viviane o Douglas e o Renato. Foi um “weekend” muito agradável mesmo. Tanto que no momento que estávamos saindo minha “filhota” disse:
_ É tão legal ficar aqui que não dá vontade de voltar pra casa.
Realmente foi muito agradável, mas eu não senti vontade de ficar por mais tempo, ou de não voltar pra casa. Eu simplesmente gostei dos acontecimentos da estada no lugar, e guardei bem as melhores partes na memória.
Isso me fez pensar o quanto nossa memória é importante e não nos damos conta.
Toda nossa vida e regida pela memória!
Eu falo, ouço, escrevo ou leio em português porque lembro como são as palavras do meu idioma, vou ao trabalho por que lembro que trabalho lá, por que lembro o que tenho que fazer lá. E muitas outras coisas que se fossem transcritos aqui meus pensamentos aqui tornaria este texto cansativo e longo.
Percebi que pra mim, sou aquilo que lembro, e para os outros, sou aquilo que lembram de mim. O que não significa que o que lembram de mim sejam verdades, mas apenas a informações.
Concluindo este raciocínio, digo que se deve valorizar cada minuto da vida, e prestar atenção nas coisas para podermos lembrar delas. Pois isto indicará o quanto realmente viveu.
Joãozinho é um jovem de rapaz de 16 anos que prestou atenção o máximo possível aos acontecimentos de sua vida até o momento, e por isto lembra de muita coisa.
Joãozão é um senhor de 70 anos de idade, que sempre trabalhou muito durante toda a vida, exercendo a mesma função, e tendo os dias extremamente parecidos, tediosos, e que, devido a este fato, não prestou muita atenção aos acontecimentos de sua vida, e consequentemente não lembra da grande maioria deles.
É muito provável que Joãozinho tenha vivido de verdade muito mais que Joãozão, por que ele lembra disto, e o outro só lembra que nasceu há muito tempo.
Portanto, quando coisas boas acontecerem dê bastante atenção a elas para que façam parte de suas lembranças e para que você saiba que viveu aquilo. E não lamente quando algo como uma festa ou um evento agradável acabar, apenas agradeça a Deus por ter participado e guarde em sua memória o que aconteceu.
O presente é muito curto para querer que todas as coisas boas façam parte dele. O presente é apenas o pequeno momento do agora, do já, do imediatamente.
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